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Análise [ps3]
Max Payne 3
Fabricante: Rockstar Vancouver e diversas colaborações
Gênero: Tiro em Terceira Pessoa
Distribuidora: Rockstar Games
Online? Sim
Datas de lançamento:
EUA: 15/05/2012
Europa: 18/05/2012
Japão: 06/09/2012
Informações adicionais e suporte: Definição: 720p
Número de jogadores: 1 (offline); 2-16 (online)
Troféus
Headset
Espaço Necessário: 5,5 GB
Escrita por: Flávio 'Zaca' Diniz
Se você veio aqui simplesmente para saber se deve ou não comprar Max Payne 3, a resposta é bem simples. O jogo é excelente e merece sim a compra. Agora se o seu interesse é saber por que, vem comigo.

Max Payne é a série da Rockstar que conta a história do sofrido pseudo-herói homônimo ao título da série. Sofrido sim, porque nada na vida de Max parece dar certo. Todas as suas escolhas parecem ser erradas, sempre trazendo consequências ruins para todos os que o cercam. E esta é uma das marcas da série que a produtora não fez a menor questão de mudar nesta sequência.



Desta vez, por motivos que só serão explicados durante o jogo, nosso amigo traumatizado e viciado em pain killers não está mais em Nova York vivendo como um ex-policial frustrado cheio de remorso pelas mortes em suas mãos. Agora ele está em São Paulo, trabalhando como segurança particular de um rico empresário, Rodrigo Branco. Os já esperados problemas começam quando Fabiana Branco, esposa de Rodrigo é sequestrada em uma festa em uma boate, debaixo dos olhos de nosso embebedado amigo.

A história segue vários clichês de filmes de ação, mas faz questão de ser cheia de reviravoltas. Este detalhe garante uma incerteza constante de quais serão os próximos rumos do enredo, o que mantém a sensação de tensão constante. São várias as vezes em que o jogador se sente assustado por ver uma cena se desenrolar de forma completamente diferente do que era esperado. Max Payne 3, apesar das tiradas cômicas-porém-mal-humoradas de seu protagonista, não faz a menor questão de esconder sua temática adulta. Portanto cenas e diálogos, inclusive em português, que tem potencial para chocar os desavisados são exibidos o tempo inteiro.



A implementação do plano de fundo como a maior cidade do Brasil só garante elogios à Rockstar. Não pela forma como a cidade é retratada, que não se trata de uma transposição da cidade real e sim de uma releitura artística. Mas pela ambientação e variedade dos cenários que realmente remetem à Cidade da Garoa. O nível de detalhamento é simplesmente fenomenal. Desde as grandes festas da alta sociedade nas coberturas, passando pelo estádio de um time inspirado em um dos grandes paulistas (que contraditoriamente não tem estádio) e chegando até as favelas com crianças jogando bola descalças no meio da rua, tudo é representado com bastante esmero.

Entretanto, este plano de fundo também não deixa de exibir sua fonte de clichês. É claríssima a inspiração em filmes brasileiros como Tropa de Elite e Cidade de Deus. Milícia? Check! Policia corrupta? Check! Paixão por futebol? Check! Funk na Favela? Check. Contraste social? Check! Políticos safados? Check! Apesar de o somatório parecer um bocado exagerado, talvez até caricato, deixa claro como a Rockstar foi a fundo na pesquisa para o jogo.

A jogabilidade não foge muito do que a série já costumava apresentar, focada em tiroteios tensos, lotados de inimigos, e constantes. Grande parte do seu chamariz é o mecanismo de bullet time, copiado bastante por outras séries, mas que Max Payne já utiliza desde seu primeiro episódio. A utilização correta desta ferramenta não é somente um adendo à jogabilidade, mas é quase essencial para o prosseguimento no jogo, principalmente nos níveis mais altos de dificuldade. E isso ressalta os dois maiores problemas encontrados nesta área. A pouca precisão dos tiroteios e a deficiência no mecanismo de cobertura. Os disparos carecem de um mecanismo que aproxime a mira para facilitar disparos mais certeiros. E a cobertura incontáveis vezes te deixa na mão. Não serão poucas as situações onde você verá uma dúzia de inimigos atirando em você e por mais que você tente, Max permanecerá olhando para a parede, todo burrão, a espera de sua morte.



Entretanto, estes defeitos de forma nenhuma tornam a jogabilidade ruim. A ação constante e os tiroteios são inspirados. A exploração é quase inexistente, o que torna Max Payne 3 numa experiência atire-e-corra constante, mas que tem tantos momentos bons que praticamente escondem os problemas. Ao eliminarmos um grupo de inimigos existe sempre uma cena em câmera lenta ricamente detalhada, controlada pelo jogador, para exibir a morte do derradeiro infeliz. E por mais vezes que você a veja, a sensação é de que você nunca vai se cansar de gastar um pente inteiro de balas só pra ver a cabeça do inimigo lentamente virando uma peneira.

Os gráficos, apesar de não serem especialmente superiores à concorrência, não fazem feio em nenhum momento sequer. Os ambientes, tanto externos quanto internos são muitíssimo bem detalhados, ricos em itens que enchem os olhos. Talvez o único senão fique para a quantidade de cutscenes e a forma como elas insistentemente interrompem a ação, o que pode irritar os mais impacientes. Mas a interpretação dos personagens é de altíssimo nível, assim como a destruição dos ambientes nos tiroteios. Além disso, em todas as cenas que se passam no Brasil são constantes os textos, placas, sinais e itens com inscrições em Português do Brasil. Desde o nome das lojas (Hippos, a rede de lanchonetes, é de inspiração impagável) até as menores inscrições em um departamento de polícia ou um prédio abandonado são escritas em nossa língua de forma clara, concisa e coerente. Vale muito a pena perder tempo só para conferir cada uma delas.

Os mesmos elogios podem ser dados para o som. A dublagem é excelente e, embora não seja perfeita no caso dos personagens que falam nossa língua mostra bastante esmero por parte da Rockstar em fazer com que os dubladores estivessem bem contextualizados. Além disso, toda a ambientação respeita o princípio estabelecido pelos gráficos comentado acima. Você vai se cansar de ser xingado em claro e alto português pelos seus inimigos. A trilha sonora também é de alto nível, envolvente, e com músicas brasileiras interpretadas por cantores nacionais.



E como se ainda precisasse, Max Payne 3 oferece um multiplayer variado e bastante eficiente. Os princípios básicos são os “padrões” modos como deathmatch e team deathmatch, além de loadouts de armamentos que vão sendo desbloqueados. Mas modos como Payne Killer (onde o objetivo é se tornar Max Payne e sobreviver o máximo de tempo possível) e Gang Wars (disputas em times, que duram cinco rounds e apresentam objetivos variados) acrescentam bastante à experiência. A alardeada implementação do Bullet Time no Multiplayer também funciona muito bem, se tornando um dos principais componentes do modo.

Definitivamente, Max Payne 3 vai estar em quase todas as listas nas eleições de Game of the Year. Não que se trate de um jogo perfeito, já que alguns pequenos problemas na jogabilidade e na frequência das cutscenes atrapalham um pouco. Mas o conjunto de qualidades é tão superior à média que fica claro que a aventura deveria ser experimentada por todos os jogadores. O final pouco inspirado quebra um pouco o clima, mas a qualidade da ambientação, do som, e o esmero da Rockstar em detalhar São Paulo e as características brasileiras rebatem qualquer crítica. O multiplayer de qualidade é só a cereja do bolo. Max Payne 3 merece ser jogado, e você deveria ir atrás da sua cópia mais rápido do que o tempo que Max leva para acabar com uma garrafa de uísque.


-- Resumo --

+ História cheia de reviravoltas
+ Gráficos muito bem detalhados
+ Som excelente
+ Esmero na reprodução das características brasileiras
+ Multiplayer eficiente

- Sistema de cobertura merecia ser mais polido
- Frequência de cutscenes quebra a ação



4789

Recomendação
92%

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COMENTÁRIOS (mais recentes primeiro)
Páginas: [ 1 ] 2 »

GilTeles
Zerei ontem, e achei que valeu a pena comprar.
Gostei bem. Já joguei no dificil, e precisei de muitas, mas, muitas horas para zerar.
Mas, isto é bom, porque valoriza nosso $.
Postado em 28/12/2012 às 13:13.
Ro.G.er_Silver
Ótima análise! Eu li só depois de ter comprado o jogo!
Postado em 20/12/2012 às 01:28.
Morello
Curiosidade: alguém sabe qual foi o feedback japonês sobre o jogo?
Postado em 03/09/2012 às 15:02.
BrunoBCO
Sou fã desse jogo!

Mas a única coisa que me deixa P@#$%¨ da vida é a porcaria dos servidores da rockstar. De sábado ou domingo é uma porcaria jogar Max Payne online!

Trava toda hora isso quando não tem que reiniciar o vídeo game. Para entrar com o grupo em uma guerra de gang é um sacrifício sempre tem nego que cai antes do jogo começar (isso se não travar e cair todos)


Postado em 06/08/2012 às 17:54.
Kirchoff
eu achei max payne muito legal.....a analise mostrou muito bem os aspectos tecnicos e mecanicos do jogo, mas nao enunciou direito os aspectos morais e ideologicos que foram cunhados nele. O jogo foi feito pra dar um sinal de vida pra essa franquia, blz. Mas nisso a negada da rockstar aproveitou pra mostrar o contraste social numa dada regiao do mundo (a rockstar gosta muito disso), mostrar um pouco da cultura dessa regiao (ainda que um tanto distorcida) e criticar ambas as coisas. Quem nao riu ao ver bandeja de coxinha espalhada por toda delegacia? quem nao concordou com pelo menos uma das tiradas ironicas do max acerca das classes sociais?
Postado em 17/07/2012 às 23:39.
Machine_God
Ao contrário, eu adoro shooters. MP3 simplesmente não me agarrou pelo pé, coisa que, nesta geração, Red Dead Redemption, Bioshock, MW1, Bulletstorm, Uncharted 2 e Vanquish fizeram. Não é que o jogo seja ruim (longe disso), eu simplesmente tenho coisas para jogar que considero melhores (aka MGS HD collection e The Darkness 2).

E os jogos que citei não são os que eu to jogando no momento, só exemplos de jogos que não saíram do cideogame enquanto não terminei.
Postado em 16/07/2012 às 17:55.
dpmoraes
#Machine_God
mas ta explicado pq q nao jogou o max payne 3 ainda shooter nao deve ser seu estilo de jg eh so pegar 2 dos 3 jgs q vc ta jogando embora q ME3 tenha tiros mas nao deixa de ser rpg q pelo jeito deve ser seu estilo preferido
Postado em 16/07/2012 às 17:40.
Machine_God
@dpmoraes: Ogenero do jogo em nada influencia o quanto ele te prende, que depende unicamente das suas preferências. Tenho MP3 há 3 semanas e mal joguei, enquanto ME3, Catherine, Dark Souls e outros não saíram do videogame enquanto não os terminei. O texto e o valor numérico lá embaixo são opinião do redator. O que fazemos é expor as características do jogo e comentarmos o que NÓS gostamos ou não.

Pessoal tem mania de achar que o espectro de notas é só de 70 a 100 e que a gente publica as análises como se fossem opiniões absolutas ou fatos inquestionáveis, credo.

@rafa gamer .: É desnecessário o "minha opinião" - análise PODE ter opinião. Uma análise sobre o tema em questão (videogame) é uma resenha de origem opinativa. Uma resenha puramente técnica não faz nada para informar os leitores sobre o tema que abordamos.
Postado em 16/07/2012 às 15:50.
rafa gamer .
Sem essa de ' gosto é gosto ' , no título tem ' análise ' e não uma ' minha opinião '
Postado em 16/07/2012 às 14:47.
Soulnic>>>>Ro.G.er
Hã?
V
V
V
Postado em 14/07/2012 às 01:15.
dpmoraes
#Machine_God
gosto eh gosto nisso vc ta certo msm , mas max payne 3 por ser um shooter o game te prende de uma tal maneira q por exemplo se vc comprar ele hj talvez no max 2 dias ja termina diferente de max effect q por mais q seja bom o jg nao tem essa msm fixaçao pra terminar e ve o q acontece no final , max payne 3 ta no msm nivel de uncharted e batman onde vc coloca dentro do ps3 e nao tira mais de dentro diferente de mass effect onde se jg um poko hj ,mais um poko dps de amanha e por ae vai .
Postado em 13/07/2012 às 00:15.
Naito
Eu concordo que o jogo é bom, mas vocês estão exagerando. Achar o jogo foda ok, mas reclamar da nota do Zaca porque foi baixa? Eu achei até que foi alta, eu teria dado uns 85 e olha lá.
MP3 é divertido, bonito e tudo mais, mas não deixa de ser um shooter genérico, no geral. Não há nenhum motivo pra endeusá-lo desse jeito.
Postado em 12/07/2012 às 11:26.
rafa gamer .
VISH, eu admiro a maioria das análises da ps3brasil, mas essa deixou a desejar.. 92% ? Bom, já começando por aí não concordo nem um pouco com essa nota/avaliação/opinião dada.. Mas acredito que isso se deu por causa do aspecto negativo : - Frequência de cutscenes quebra a ação .. É uma característica marcante da série o jogo ser cheio de cutscenes e eu como fã da série se fosse pra opinar, gostaria até de mais cuts no jogo...
Além de vocês esquecerem de comentar até o sistema de : Quanto mais você morrer, mais analgésicos você ganha, fazendo até o jogador mais iniciante zerar o jogo no modo mais hardcore ( vai demorar bastante, mas vai.. )
Bom, na minha opinião essa foi uma análise bastante equivocada, mas , análise da ps3br é análise da ps3br.. ( udntsay?! ).. então já ganhou o meu crédito!
Postado em 09/07/2012 às 14:52.
Machine_God
1) Pessoas diferentes analisando jogos diferentes de generos diferentes;
2) "Ser muito melhor" é pura questão de gosto e reflete a opiniao sua, não de quem escreveu s textos;
3) Nota não é recomendação.
Postado em 08/07/2012 às 12:51.
dpmoraes
um dos melhores jgs q ja vi no ps3 e 92 foi muito poko esse jg merecia no minimo 95 falo isso da nota pq ate hj nao entendi esse nivel de recomendação , esse jg eh muito melhor do q por exemplo mass effect 3 q deram 99 mas fora isso a analise foi muito boa .
Postado em 08/07/2012 às 01:10.
Páginas: [ 1 ] 2 »
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